top of page

Angiosperma: curiosidade

  • 7 de ago. de 2015
  • 1 min de leitura

Adaptação na polinização e na dispersão

As flores noturnas, de modo geral, não são muitas coloridas, pois, no escuro, é mais fácil atrair seus polinizadores pelo odor. É o caso, por exemplo, da paineira, que ao exalar fortes odores atrai os morcegos, seus polinizadores.

As flores diurnas, ao contrário, são mais vistosas, atraindo os polinizadores pelo colorido, podendo também exalar secreções doces e perfumadas. Algumas flores diurnas, entretanto, não tem colorido vivo. A explicação para esta aparente irregularidade é simples: elas são polinizadas por besouros, que têm o olfato mais desenvolvido que a visão, sendo mais facilmente atraídos pelos odores exalados por esse tipo de flor.

Em alguns frutos e sementes surgem pêlos e espinhos que se prendem aos pêlos dos animais, facilitando a dispersão. Existem sementes que se adaptaram à dispersão pelo vento, transformando-se em grãos bem pequenos ou leves, ou desenvolvendo estruturas aladas que auxiliam a flutuação. Algumas ainda, como o coc-da-baía (fruto do coqueiro), são levadas pelo mar e lançadas à praia.

O agradável sabor dos frutos estimula sua ingestão pelos animais. Contudo, suas sementes não sofrem digestão, sendo eliminadas nas fezes. O animal está involuntariamente ajudando a levar a semente para longe da planta que a produziu, facilitando, assim, sua dispersão.

Completanto essa adaptação recíproca, há ainda o fato de que os frutos só se tornam comestíveis quando amadurecem, o que acontece apenas quando a semente está pronta para germinar. A mudança de cor da fruta, de verde para amarelo, por exemplo, facilita tal identificação, pois os animais que se alimentam de frutas têm geralmente a capacidade de distinguir cores.

 
 
 

Comentários


Procure por tags

© 2014 por Mundo VegetaL

bottom of page